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Pix no cartão de crédito vale a pena? Quanto custa e quando usar

Como funciona o Pix pago com o limite do cartão ou outra linha de crédito, a conta de quanto ele custa, o que o banco tem de mostrar antes da confirmação e quando ele vale a pena.

Equipe NobiraAtualizado em · 4 min de leitura

Ver o Pix no crédito contado uma vez, no Nobira
No NobiraTransações · novembro
Pix para a oficina, no crédito R$ 1.000,00 Contado uma vez no gasto
  1. Pix para a oficina−1.000,00
  2. Parcela do Pix 2/6197,02
  3. Crédito liberado não é renda1.000,00
Parcela
197,02
Juros
182,10
Parcelas
6x
Exemplo com dados fictícios.

O Pix no cartão de crédito é um empréstimo com cara de Pix: o banco paga quem recebe na hora, usando o limite do cartão ou outra linha de crédito, e você devolve depois, quase sempre com juros e IOF. Ele resolve uma emergência em que só o Pix serve. Para o dia a dia, ou quando a loja parcela sem juros no cartão, costuma sair mais caro.

Como funciona o Pix no crédito

Você escolhe pagar o Pix com crédito, em vez do saldo da conta. Quem recebe vê um Pix comum, com o dinheiro na hora. Do seu lado, o valor vira uma dívida, que vem na fatura do cartão ou em parcelas, conforme o banco. O nome no app muda, como Pix no crédito ou Pix no cartão, mas a natureza é a mesma: é crédito, e o preço é o do crédito.

O Banco Central exige transparência nesse momento. Nos requisitos mínimos para a experiência do usuário do Pix, ele determina: “Caso seja utilizado algum tipo de crédito para efetuar o pagamento, o usuário pagador deverá ser informado disso antes de confirmar o pagamento.” E a mensagem tem regra: “Deve evidenciar o valor e a linha de crédito que será utilizada.”

Não encontramos, nas normas do Banco Central que conseguimos abrir, uma regra própria para o preço do Pix no crédito. Cada banco define taxa, número de parcelas e se usa o limite do cartão ou outra linha. Por isso a comparação fica com você, e vale fazê-la antes de tocar em confirmar, não depois da primeira fatura.

Quanto custa

Um exemplo com valores fictícios e uma taxa hipotética. Um Pix de R$ 1.000,00 para a oficina, no crédito, em 6 parcelas a 5% ao mês:

  • Parcela: R$ 197,02 por mês.
  • Total: R$ 1.182,10. Juros: R$ 182,10.
  • IOF: cerca de R$ 13 a mais. Pelo Decreto 6.306, no crédito à pessoa física ele é de 0,0082% ao dia, contado até um ano, mais 0,38% fixos.
  • Os 5% ao mês viram cerca de 80% ao ano, porque os juros se acumulam sobre juros.

Para comparar, peça o custo efetivo total. Pela Resolução CMN 4.881, nas operações de crédito à pessoa física o banco tem de informar o CET antes da contratação. É a taxa que junta juros, tributos e tarifas, ao ano.

Como conferir o custo antes de confirmar

  1. Leia a mensagem do crédito. Antes do botão de confirmar, o app tem de mostrar o valor e a linha de crédito usada. Se não aparece, volte e pague com o saldo.
  2. Multiplique a parcela pelo número de vezes. A diferença para o valor do Pix é o que o crédito custa.
  3. Procure o CET ao ano. É ele que se compara com outras linhas, não a taxa ao mês.
  4. Veja de onde sai o crédito. Se usa o limite do cartão, sobra menos limite para as compras do mês até as parcelas serem pagas.
  5. Anote em que faturas as parcelas caem. Elas somam às compras e às parcelas que você já tem nos próximos meses.

Quando vale a pena, e quando não

  • Vale numa emergência em que quem recebe só aceita Pix, como um conserto urgente, e você não tem o dinheiro na conta nem uma reserva de emergência para usar.
  • Não vale quando a loja parcela sem juros no cartão. As mesmas 6 vezes, sem juros, custariam R$ 1.000,00, e não R$ 1.182,10.
  • Não vale para despesas do dia a dia. Mercado, conta de luz e aluguel no crédito viram dívida com juros todo mês.
  • Não vale se há crédito mais barato. Um consignado ou um pessoal com CET menor sai mais em conta para o mesmo valor.
  • Nunca para pagar a fatura do cartão. Pagar dívida de cartão com mais crédito só adia o problema, com juros por cima. Veja o que fazer quando não dá para pagar a fatura inteira.

Há um motivo para tomar a decisão antes de abrir o app. Em estudos com transações reais de valor alto, a disposição a pagar subiu quando as pessoas foram instruídas a usar cartão de crédito em vez de dinheiro, em alguns casos até 100%. O trabalho é de Drazen Prelec e Duncan Simester, do MIT (Marketing Letters, 2001, DOI 10.1023/A:1008196717017). Ele comparou cartão com dinheiro, não com Pix, mas o Pix no crédito tem o mesmo ingrediente: pagar agora sem sentir o dinheiro sair.

O jeito no Nobira

O Pix no crédito costuma deixar rastro em dois lugares, a conta e o cartão. Somado duas vezes, o gasto parece o dobro. Depois de conectar os bancos pelo Open Finance, só para leitura, o Nobira conta uma vez só:

  • No Inter, o crédito liberado na conta não entra como renda, e as parcelas da fatura não contam o gasto de novo. Na lista, cada parcela aparece como parcela do Pix no crédito, com a nota de que o gasto é o Pix.
  • No Itaú, a compra do Pix na fatura fica fora do gasto, porque o gasto já é o Pix, e entra na fatura calculada, como o banco cobra.
  • Os juros e o IOF que o banco lançar como tais entram no cartão Quanto os bancos te cobraram, na Visão geral, com o resto do que os bancos cobraram em 12 meses.

O Nobira não faz Pix nem contrata crédito: isso é com você, no banco. O que ele faz é mostrar o gasto uma vez e a dívida no lugar dela.

Perguntas frequentes

Pix no cartão de crédito tem juros?

Quase sempre. O Pix no crédito é um empréstimo: o banco paga o Pix com o limite do cartão ou com outra linha de crédito, e você devolve na fatura ou em parcelas, com juros e IOF. Confira o custo efetivo total antes de confirmar.

O Pix no crédito é grátis como o Pix comum?

Não. O Pix comum, feito com o saldo da conta, é grátis para a pessoa física pela Resolução BCB 19. No Pix no crédito, o que você paga são os custos do crédito usado, como juros e IOF.

O banco tem de avisar que vai usar crédito no Pix?

Sim. Pelos requisitos de experiência do usuário do Pix, publicados pelo Banco Central, o pagador tem de ser informado antes de confirmar, com uma mensagem que mostre o valor e a linha de crédito que será usada.

Quando o Pix no crédito vale a pena?

Numa emergência em que o recebedor só aceita Pix e você não tem dinheiro na conta nem um crédito mais barato. Para compras que a loja parcela sem juros no cartão, ou para despesas do dia a dia, costuma sair mais caro.

O Nobira conta o Pix no crédito duas vezes?

No Inter e no Itaú, não. O gasto é o Pix: no Inter, o crédito liberado na conta não entra como renda e as parcelas da fatura não contam o gasto de novo; no Itaú, a compra do Pix na fatura fica fora do gasto e entra na fatura calculada.

Este artigo explica conceitos e não é recomendação de crédito. As taxas do Pix no crédito mudam de banco para banco e aparecem no app antes da confirmação. O Nobira lê, pelo Open Finance, os dados que você autorizar, só para leitura: não faz Pix, não contrata crédito e não muda nada no banco. As telas descritas são as do app na data de atualização e podem mudar.

Quanto os seus Pix no crédito estão custando?
Conecte as contas e os cartões e veja cada parcela.

Conexão só para leitura pelo Open Finance. A partir de R$ 5,90 por mês, para a casa inteira.

No NobiraTransações · novembro
Pix para a oficina, no crédito R$ 1.000,00 Contado uma vez no gasto
  1. Pix para a oficina−1.000,00
  2. Parcela do Pix 2/6197,02
  3. Crédito liberado não é renda1.000,00
Parcela
197,02
Juros
182,10
Parcelas
6x
Exemplo com dados fictícios.